MOMENTO RELEMBRADO N° 7
Foi antes de começarmos nosso relacionamento que tive um sonho. Eu já a conhecia há uns dois anos. No entanto, era naquela época (a do sonho) que nossa afetividade parecia nascer e, homeopaticamente se desenvolver. Algo nos dizia que já nos queríamos, mas nos impedíamos; cada qual com seus motivos- talvez eu conte por aqui melhor isso em outra oportunidade.
O sonho, impresso em minha memória, foi mais ou menos assim:
Havia ansiedade no meu coração, ao menos. E no seu? Eu queria acreditar que sim. O encontro, foi redentor. O abraço, desejado com tanta intensidade, foi inevitável. Perguntei:
- Por quanto tempo posso ficar aqui, te abraçando?
- Pelo tempo que conseguirmos ficar de pé!
- E se for pouco o tempo?
- Procuramos um lugar mais confortável!
- E, depois desse, quantos outros abraços vai me permitir te dar?
- Quantos quiser!
- E se forem poucos?
- Tudo bem se forem calorosos e demorados! Até pedirei que o tempo espere!
- E se forem muitos?
- Então, terei a certeza de que é você aqui!
Quando nos iniciávamos numa relação eu dizia a ela que minha vontade em abraçá-la era tanta, que de fato, o evento têm se repetido. Nunca à exaustão, que jamais me senti exaurido por isso.
E foi num desses momentos (de abraço contínuo) em que a nudez era graça e poesia e o contato da pele, quando extasia, se reveste de fortaleza aos corações, protegendo e jamais sucubindo às dores ao redor que, depois de sei lá quanto tempo abraçados, durante a exata maneira preferencial que descrevi no Momento n° 5 que eu quis quebrar o silêncio- aquele que diz muito, mesmo na ausência de qualquer palavra:
-Eu sinto falta de ouvir sua voz, de seus trejeitos, de seu olhar... Gosto de caminhar por aí com você e de falar de nós dois. Gosto do tempo que passo contigo. No entanto, nada com você é mais prazeroso que estar aqui, assim, com todo meu peito colado em suas costas e meu rosto quase em cima do seu. É quase como poder dizer que você é minha.
Isso foi muito recente, caros leitores. E, é claro que o texto não acaba aqui. Afinal, o que dá sentido aos textos deste blog são aquilo o que ouço dela, me surpreende, é espontâneo, me aquece o coração, acalma os ânimos e é digno de compartilhar com vocês, por motivos também já expostos. Portanto, voltando... Ao dizer a frase anterior, foram poucos segundos mais de silêncio e ela, que nem preciva, resolveu responder.
-Eu me sinto mesmo como se fosse sua (daí, ela explica, sem dizer que é uma explicação:). Você é meu porto (ela já me disse isso algumas vezes) e atracada que estou e gosto de estar, no que de mim depender, daqui não saio, daqui ninguém me tira!
...
Ela sempre demonstrou gostar desses nossos abraços de horas. No entanto jamais havia falado algo assim. Ainda estou digerindo mentalmente este momento, uma vez que foi logo ali em nosso último encontro. É bom sentir que o delicado corpo dela se aconchega ao meu, embora maior, numa justaposição que só mesmo o afeto pode encaixar.
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As fotos estão aí atendendo à pedidos.
O outro blog está em recesso por alguns muito poucos dias. Preciso pensar num jeito de interessá-los em lê-lo, he he he!










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