REGISTROS DE MOMENTOS NOSSOS


Terça-feira , 22 de Julho de 2008


MOMENTO RELEMBRADO N° 7

Foi antes de começarmos nosso relacionamento que tive um sonho. Eu já a conhecia há uns dois anos. No entanto, era naquela época (a do sonho) que nossa afetividade parecia nascer e, homeopaticamente se desenvolver. Algo nos dizia que já nos queríamos, mas nos impedíamos; cada qual com seus motivos- talvez eu conte por aqui melhor isso em outra oportunidade.

O sonho, impresso em minha memória, foi mais ou menos assim:

Havia ansiedade no meu coração, ao menos. E no seu? Eu queria acreditar que sim. O encontro, foi redentor. O abraço, desejado com tanta intensidade, foi inevitável. Perguntei:
- Por quanto tempo posso ficar aqui, te abraçando?
- Pelo tempo que conseguirmos ficar de pé!
- E se for pouco o tempo?
- Procuramos um lugar mais confortável!
- E, depois desse, quantos outros abraços vai me permitir te dar?
- Quantos quiser!
- E se forem poucos?
- Tudo bem se forem calorosos e demorados! Até pedirei que o tempo espere!
- E se forem muitos?
- Então, terei a certeza de que é você aqui!

Quando nos iniciávamos numa relação eu dizia a ela que minha vontade em abraçá-la era tanta, que de fato, o evento têm se repetido. Nunca à exaustão, que jamais me senti exaurido por isso.

E foi num desses momentos (de abraço contínuo) em que a nudez era graça e poesia e o contato da pele, quando extasia, se reveste de fortaleza aos corações, protegendo e jamais sucubindo às dores ao redor que, depois de sei lá quanto tempo abraçados, durante a exata maneira preferencial que descrevi no Momento n° 5 que eu quis quebrar o silêncio- aquele que diz muito, mesmo na ausência de qualquer palavra:

-Eu sinto falta de ouvir sua voz, de seus trejeitos, de seu olhar... Gosto de caminhar por aí com você e de falar de nós dois. Gosto do tempo que passo contigo. No entanto, nada com você é mais prazeroso que  estar aqui, assim, com todo meu peito colado em suas costas e meu rosto quase em cima do seu. É quase como poder dizer que você é minha.

Isso foi muito recente, caros leitores. E, é claro que o texto não acaba aqui. Afinal, o que dá sentido aos textos deste blog são aquilo o que ouço dela, me surpreende, é espontâneo, me aquece o coração, acalma os ânimos e é digno de compartilhar com vocês, por motivos também já expostos. Portanto, voltando... Ao dizer a frase anterior, foram poucos segundos mais de silêncio e ela, que nem preciva, resolveu responder.

-Eu me sinto mesmo como se fosse sua (daí, ela explica, sem dizer que é uma explicação:). Você é meu porto (ela já me disse isso algumas vezes) e atracada que estou e gosto de estar, no que de mim depender, daqui não saio, daqui ninguém me tira!

...

Ela sempre demonstrou gostar desses nossos abraços de horas. No entanto jamais havia falado algo assim. Ainda estou digerindo mentalmente este momento, uma vez que foi logo ali em nosso último encontro. É bom sentir que o delicado corpo dela se aconchega ao meu, embora maior, numa justaposição que só mesmo o afeto pode encaixar.

 

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As fotos estão aí atendendo à pedidos.

O outro blog está em recesso por alguns muito poucos dias. Preciso pensar num jeito de interessá-los em lê-lo, he he he!

Escrito por Ivan da Luz às 16:52
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Quarta-feira , 16 de Julho de 2008


NÃO É UM MOMENTO RELEMBRADO.
Dedicado à Kall

Certos momentos são tão ínfimos no tempo em que duram, mas de tão determinantes em sua semeadura, parecem carregar as marcas deixadas pela eternidade. Certos momentos fazem com que, em algum ponto, a vida passe da sonolência para a alvorada. Certos momentos são como chama ardente que não machuca, mas aquece e ilumina um coração- ou dois. Em alguns especiais momentos podem ser ouvidas notas mágicas arrancadas de cordas de um sentimento nascendo ou que irá nascer. Certos momentos revelam certezas que se abrem diante da(s) alma(s) as crô0nicas do tempo. Um ou outro momento, embora raros, revelam segredos  da eternidade para o futuro. Num momento uma semente pode ser lançada e, cuidada pelo carinho do ser amado (ou que ama), e finalmente colhida pela alma os seus frutos.

Cada fruto pode ser exatamente um momento. E um árvore de momentos colhidos pelo afeto que se ergueu entre os corações enfeitam um mundo criado a partir, também, do afeto.

Assim tem acontecido comigo e com minha querida Koly.

Parafraseando o item 9 do capítulo 11 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, afirmo que o sentimento de amar orna a natureza de seus ricos tapetes. Ele se enfeita e fixa morada onde se deparem flores e perfumes, dando aos homens, ainda, a paz, calma ao mar, silêncio aos ventos e sono às dores.

Como escrevi ainda no primeiro texto, este blog serve para registrar alguns momentos que tive com a Koly. Se estarei para até o fim desta vida com ela, não posso dizer com certeza, pois que ainda somos aprendizes na arte de amar e já nos equivocamos tanto através dos tempos, que não somos, acredito, ainda capazes de garantir tamanha grandeza. Por outro lado, as marcas já deixadas serão sempre um jardim a frutificar de tempos em tempos, no mínimo, as lembranças dos acréscimos que esse afeto entre a Koly e eu foi capaz de produzir.

A Kall, cujo blog é um dos meus preferidos de leitura- acessem lá: http://tempomeu.zip.net- parece ter entendido de forma irretocável, o objetivo deste blog, que não é só uma homengam à Koly e a relação que tenho com ela; mas uma homengem ao convite que a vida nos faz para celebrar o que podemos desenvolver de belo dentro nós. Diz a Kall: "vocês fazem de um pequeno instante um grande momento... tarnsportando a saudade para um carinho aconchegante, tentanto afastar as coisas ruins de nós dois."

A você Kall, posso garantir que, se você aprende muito quando vem aqui (palavras suas) é porque o verdadeiro bom afeto, sendo sincero, e não importando o nome que se dá a ele, sempre nos ensina, pois que somos capazes de sentir, e, aliás, fomos criados para, entre outras coisas, aprender a amar, pois do amor nascemos. Por isso, aprendizados em semelhantes proporções ocorrem em tantos outros blogs.

Quanto à Koly, eu já disse a ela:

Pela forma serena como se estabeleceu nosso envolvimento. Pela ausência de interferências externas que nos impelissem a ficarmos juntos. Pelas aversidades suficiente para impeder a aproximação da maioria dos casos de relacionamentos que conheço. Pela descrição com que tudo aconteceu. Pela força inevitável como você foi crescendo dentro de mim. Pela ausência de cobrança discriminatória com que sou tratado por você. Pela forma com que sinto querer você livre. Pela vontade sincera de querer que esteja comigo porque essa vontade grita em seu coração. Pela disposição que encontro em mim de te ver. Pela saudade que se traduz em querer te abraçar, te ver sorrir, te ver olhar e não olhar teu corpo como um objeto. Por querer sinceramente que sempre se sinta respeitada e querida. Enfim, porque dentro de mim em relação a você, encontro disposições inéditas, e considerando o entendimento que hoje tenho sobre os sentimentos, sem ter vivido muitos deles; e considerando ainda que não tenho visões fantasiosas da vida, é que me sinto seguro em dizer que eu a amo. E se eu descobrir um dia que não é amor, espero não ficar triste, pois constatarei que existe algo mais forte de se sentir que isso que sinto. Por hora, entretanto, não me interesso em saber se existe sentimento maior, porque hoje o que sinto me bastanão só por ser grande. Mas, por ser inédito em mim e me fazer tão bem.

...

Desejo que todos os que acessarem aqui possam se enternecer, para crerem que a serenidade, a tranquilidade, a cumplicidade, o respeito e o afeto sinceros podem coexistir num relacionamento, tornando seus participantes felizes! Esse blog, Koly, é um presente para você. E a partilha, é com todos os outros que aqui vierem!

 

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Ps.:1- a reunião de textos que citei no texto anterior já foi feita e entregue já há algum tempo. Não tinha ficado claro, não é?

Ps.:2- Não é fácil encontrar as melhores palavras para descrever os momentos aqui registrados. Soma-se a isso a o tempo escasso, faz com que minha assiduidade aqui seja pequena.

Ps.:3- Creio que a Koly não se importará de eu ter dedicado o texto à outra pessoa.

Ps.: 4- A Koly pode até dar uma reclamadinha por eu ter publicado sua foto (ela vive dizendo que nunca sai bem nas fotos), mas, quer melhor imagem para ornar os textos do blog?

Ps.:5- meu outro blog tem recebido poucas visitas:  http://algumaspalavras-ivan.blogspot.com

 

Escrito por Ivan da Luz às 19:49
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Quarta-feira , 02 de Julho de 2008


MOMENTO RELEMBRADO N° 6

Pela distância em que nos encontramos na maior parte do tempo- afinal, cidades tão distintas e distantes, com vidas distintas e um afeto em comum- a saudade, é um sentimento tão vivido e recorrente, como é o recorrente o tema em muitos de meus textos já escritos e recados deixados.

Pela saudade me expresso nas palavras que ela tão atenciosamente lê, ou mesmo relê, já que resolvi que muitos desses escritos deveriam ser registrados. A idéia ganhou corpo depois de um fato inusitado.

Nos falamos todos os dias em que não estamos juntos, ao telefone- ou seja, cinco vezes. Cinco dias ininterruptos sem vê-la, com algumas abençoadas e desejosas exceções. Por motivos financeiros, as conversas são curtas, embora importantes, pois que a palavra, e o ato de ligar configura-se em certeza de presença. Não física, mas num plano indescritível metaforicamente chamado coração, regido por leis que só o afeto pode criar e manter.

Nossas conversas não têm o apelo da presenças físicas, mas guardam, nas querências delas a vontade e o desejo poéticos dos amantes.

Durante o dia, vez ou outra, envio mensagens ao celular dela, gestos que apelidei de carinhos. Apenas para me mostrar presente e deixar claro o nome que meus pensamentos têm em tantas horas do dia. Vez ou outra, escrevo mensagens (os carinhos) no Orku, ou textos que publiquei em meus outros blogs. Alguns muitos textos, escrevia sem que ela soubesse da existência, pois, eu tinha a idéia de, um dia reuní-los- já que cada um relembra um momento específico.

Certa feita, vi no celular dela, que muitos dos meus torpedos haviam sido guardados. Muitos- assim como faz com os recados que deixo em seu Orkut, embora apague todos os outros. Como concluí que ocupassem espaço na memória, e que, cada mensagem foi concebida em específicos momentos já passados, quis saber porque as mantinha guardadas.

-"Assim, posso relê-las e lembrar momentos. Com isso, sinto você um pouquinho mais perto de mim!"

...

Desde então, ganhou corpo meu projeto de reunir os textos (do Orkut, dos blogs e o outros desconhecidos por ela) numa espécie de coletânea, encadernar e presenteá-la com aquilo o que, por sua inspiração, meu coração foi capaz de ditar às minhas mãos. Cada texto foi datado e acompanha nota de observação, com os motivos de sua concepação.

 

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Outro blog: Algumas Palavras 

(http://algumaspalavras-ivan.blogspot.com)

Escrito por Ivan da Luz às 18:23
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Quarta-feira , 18 de Junho de 2008


MOMENTO RELEMBRADO N° 5

Conheço pessoas que reclamam e muito do marasmo de seus respectivos relacionamentos. Querem dar o que chamamos de turbinada na relação. E isso significa, no mais das vezes, viajar, pegar um cinema, ir a uma festa ou chamar uns amigos para jantar. Não vou aqui ser contrário a esses tipos de atividades, já que podem ser divetidas, para dizer o mínimo, ou, ao menos servirem de grande distração. E, com a Koly, faço quando tenho oportunidades- às vezes, nos esforçamos para criar essas oportunidades.

No entanto, com ela, tenho uma distração preferida: passar um tempo abraçado.

Não, não. Não dispenso um teatro ou um cinema, ou uma caminhada no parque, que é sempre um delícia fazer em sua companhia. No entanto, minha distração preferida é exatamente essa: abraçá-la.

A técnica, para os que ainda não experimentaram, é a seguinte: ela se deita de lado, com a cabeça apoiada num travesseiro, e eu, deito logo atrás, apoiando a cabeça num travesseiro mais alto, um dos braços por baixo de seu pescoço e os dois a enlaçando. Pode ser no sofá, ou num colchão. Variedade melhor é quando estamos nus da cintura para cima, sentindo pele na pele. Se totalmente nus, tanto melhor, e, embora exista aqui certa carga de erotismo, asseguro que há encanto e carinho e uma sensação de bem estar difícil de explicar, que passa longe do obsceno- por isso descrevi a atividade aqui, uma vez que ela merece todo o respeito e discrição em relação à nossa intimidade..

Eu costumo sempre brincar (embora a sensação seja séria) de que me extasio no quanto ela parece caber direitinho, justaposta em meu corpo. Ali, vejam bem, tenho tantas oportunidades de sensações: sentir seu cheiro de perto, ouvir de perto sua repiração, ouvir sua voz que tem sempre coisas encantadoras para falar, sentir sua pele- sensação essa que, aliás, é das mais indescritíveis.

Muitas vezes, não falamos. Costumo dizer que existem momentos em que o silêncio parece dizer tudo, sem deixar dúvidas e nem precisar de maiores explicações- nosso abraço, como eu já disse a ela, é como o encontro de duas almas em comunhão de sentimentos que, em dado momento podem se tocar.

Os textos aqui, se já perceberam, têm sempre no último parágrafo, a razão de ser deles. Os anteriores, são como devaneios, envolto pelo carinho das lembranças que reaparecem vivas em minha mente, pois que o que importa é o registro de momentos. Num dessas vezes em que o silêncio parece dizer tudo, deitados em um colchão na sala dela, numa dessas noites de clima ameno, ela, após tantos minutos ali, quase inerte, apenas respirando, resolveu ressalvar o que o silêncio dizia:

-"Ah, mas é bom demais isso aqui!"

...

Desde então, por sua espontaneidade, e considerando que eu jamais havia tocado no assunto descrito aqui no texto,eu tive certeza: somos duas almas em comunhão de sentimentos. E, minha querida, como anseio sempre em te tocar quando não estou aí de corpo presente.

 

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Outro blog: Algumas Palavras 

(http://algumaspalavras-ivan.blogspot.com)

Escrito por Ivan da Luz às 20:36
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Terça-feira , 29 de Abril de 2008


MOMENTO RELEMBRADO N° 4

 

A saudade chegou para se tornar um combustível em nossa relação. É aceitável que ela tenha colaborado para que crescessemos um dentro do outro por todo esse tempo. A saudade era sentimento anunciado desde antes de iniciarmos nossa relação mais próxima. Afinal, não era segredo, para nenhum dos dois, que nos veríamos menos do gostaríamos, pelo menos a princípio, pela distancia que existe entre nossos lares.

Duas horas para ir até você. Duas horas para eu voltar à minha casa. Trabalhamos durante o dia. Eu só folgo dois fins de semana inteiros a cada três meses. E, ainda por cima, só saio às 23:00hs do trabalho- horário que anatematizo ao extremo. Portanto, havia uma proposta, a única possível, que era a de que nos víssemos somente em minhas folgas do trabalho.

Impressionante como o afeto, quando sincero, parece envolver os amantes (aqueles que amam) numa aura quase mística de energia e acontecimentos , pois, embora as dificuldades fossem tantas, nossa afinidade cresceu, a vontade de estar perto tornou-se regra, e todo o encanto que me provoca só não é maior por falta de espaço- afinal, quisera eu ter grande o coração, para caber mais de você dentro dele.

As coisas foram se rearranjando, planos foram traçados, e hoje, mais cúmplices como jamais fomos um com o outro ou mesmo com qualquer um em nossas vidas, o saldo é o seguinte: nos vemos mais do que pensávamos que nos víamos, embora nossa vontade clame por mais. Não é que sejamos exigentes, por assim dizer, somente amantes, que se sentem falta. São várias a manobras que fazemos em nossos cotidianos e queremos sempre mais, porém, agradecendo sempre à Providência Divinas as oportunidades que nos são proporcionadas, pois que é branda e redentora a aventuira de estarmos juntos.

Os parágrafos iniciais desses escritos se referem a um momento (lembrado de hoje), que o de quando conversamos como seriam nossos encontros. Sem me apegar em detalhes, basta dizer que seria preciso um esforço de minha parte para houvessem os encontros. E, uma parte também lhe caberia, mas julgava eu que não podia pedir ou exigir que fizesse devido ao esforço que você teria de engenddrar para tanto.

"Se você não tiver outra idéia melhor, será assim, pois já fiz a minha escolha, e  minha escolha é por você e por nós dois"! Foi isso o que ouvi como resposta.

...

Desde então, eu tenho sempre lembrado que não posso exigir que enfrente as dificuldades que ainda se apresentam, embora já hajam provas de que nosso afeto é superior, pois já vence a todas elas. Mas a resposta, invariável, confesso, soa como música suave e abençoada em meus ouvidos. E, confesso também, não quero outra resposta quando pergunto.

 

 

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Escrito por Ivan da Luz às 21:26
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Quinta-feira , 17 de Abril de 2008


MOMENTO RELEMBRADO N° 3

Chegamos vagarosos e não tínhamos pressa- isso depois de horas de conversas onde o prazer da companhia se traduz por palavras fugidias, pois as que eu conheço não são dignas ainda para explicar, no espaço que tenho e pelo que me proponho no texto de hoje, com alguma eficiência para que vocês entendam. Havia leveza em nossos momentos preliminares como se fossemos, cada um, uma gota de orvalho perdida num nevoeiro que se aconchega no seio da flor para não ser levada pelo vento! Para mim, ela era a gota e eu a flor; para ela, a gota era eu!

Inclinei-me sobre ela. Vagarosamente. Sussurrei-lhe gentilezas sinceras saídas de meu afeto e ouvi sussurros idem. Era o início da descoberta de alguns segredos. As primeiras investigações de tal natureza- e como tem sido delicioso alcançar e apertar os interruptores dos seus quartos ainda ecuros para mim... Não sei se houve arrepios, mas aquele saudável frio nas barrigas devem ter havido. As peles roçando uma à outra, como que eternizando carícias. Abrimos nossas pétalas uma a uma, colhendo-nos o gosto depois do perfume. Gemidos tímidos quebrava o silêncio. Mesmo tímidos rompiam diques que, nas investigações que seguiram nos tempos seguintes explodiram em incontáveis ondas.

E, sempre, como naquela noite, em meio a um oceano revolto, porém suave, entrelaçamos línguas, olhares, mãos, braços e pernas, desarranjando os lençóis que agora já não importava se nos cobriam. Nus inclusive do mundo que corria em seu ritmo lá fora, entregamo-nos um ao outro para que fossemos envolvidos com a delicada seda que se tornara cada pele que cada um havia levado. Assim, nossas peles cobertas sentiram o deslizar de preciosas vestes, que, se são desfiadas, é tão somente para que as teçamos de novo, um para o outro, em carícias sublimes. 

As mãos envolviam os corpos. Unimos os olhares, com tudo aquilo que nos entrelaçavam, numa calmaria imensurável embriagada de prazer na fundição primeira de nossos corpos num poço de movimentos e sentires ilimitados. Uma, duas, e muitas outras vezes depois naturalmente, nas investigações que se seguiram pelos dias posteriores. Depois, os nós gerados por nossos entrelaços se desfizeram, dando lugar a algum cansaço clemente pelo aconchego um do outro, que se sucedeu já naquela primeira vez e se sucede sempre. Naquele dia, a felicidade era ela para mim e, ouso em dizer, eu para ela.

...

Nesse dia não restou qualquer dúvida de que adormecer em sua pele é um momento de exclusividade em sifonia única das notas musicais em meu coração. De toda forma aqueles sorrisos dela eu recebi como um reflexo de sua alma que se soltaram livremente num instante da eternidade para jamais ser levado da memória! Quanto a mim... duvido que eu não estivesse sorrindo também, como agora sorrio ao evocar esse momento da minha memória!

 

 

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Escrito por Ivan da Luz às 13:00
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Segunda-feira , 14 de Abril de 2008


MOMENTO RELEMBRADO N° 2

Eu acabara de escrever mais um texto em homenagem à ela e estava prestes a mandar. Porém, pelo tamanho, não coube inteiro no espaço para recados no Orkut. Daí eu disse a ela que talvez, nem fosse assim tão ruim uma vez que, depois de tantos textos que eu já havia escrito, para ela já nem era assim tão surpresa e, provavelmente, ela não se emocionava mais tanto assim...

Ela: Pelo contrário! Me emocionao mais!

Eu: Como? Não é natural que não seja mais novidades meus escritos?

Ela: Me causam mais emoção porque, depois desse tempo juntos, eles continuam expressando um sentimento que continua grande... Ainda fico ansiosa para os momentos de te ver; para mim, todos os nossos abraços são iguais, os beijo são apaixonados, etc. Entendeu? Pelo menos, é como me sinto... Algumas coisas mudam, mas o que sinto por você continua lá! Intacto! Às vezes, é como se estivéssemos em início de relacionamento.

Eu: Ah é? Você nunca me disse isso aí...

Ela: É que, em alguns aspectos, certas coisas não mudaram; no máximo amadureceram. Por exemplo, quando eu te beijo continuo sem me sentir no chão, ainda ouço sininhos. Quero sempre te rever. Você ainda é meus primeiro e último pensamentos do dia, e por aí vai, essas coisas...

Eu: Sininhos? Dá para explicar esse negócio?

Eu: Olha, se você não disser que ouve sininhos quando me beija vou me decepcionar (risos).

Eu: Sininhos? Nesse contexto empregado aí, nem sei o que significa!

Ela: Sininhos, meu anjo. Musiquinhas de amor... É assim, ó: você me beija! Aí todo o resto pára! Tudo fica em silêncio! Daí, eu ouço uma espécie de som que não dá para identificar- na realidade eu não estou ouvindo nada, é só a alegria mesmo de te beijar! Uma emoção! À essa emoção, damos o nome de sininhos (não sou só eu que chama assim essa emoção)! "Ouvir sinihos" é a expressão.

...

Diante do exposto, que mais podia eu dizer? Nessas horas, o silêncio guarda todas as palavras necessárias para o momento! Mas, assim mesmo, creio que vocês leitores saibam o que eu teria a falar se fosse capaz!

 

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Escrito por Ivan da Luz às 17:16
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Segunda-feira , 07 de Abril de 2008


COM ATRASO, EU SEI! (se não entendeu, leia post anterior)

 

 

 MOMENTO RELEMBRADO Nº 1

A brisa tornava suave e, por vezes, um tanto friozinha aquela madrugada. O momento era ímpar na vida de nós dois, entre nós dois. O momento, o que fora confirmado depois, era tão oportuno! A síntese de semanas, meses até, despejada num cesto enorme de emoções somente naquela tarde anterior e na noite que seguiu à ela, ao apogeu chegava naqueles segundos derradeiros onde, sem que eu mesmo soubesse ao certo, travava-se, em seu interior, a luta entre o que nos faz racionais, com o que nos toma as emoções difíceis de lidar por serem novidades.

Garantiu para mim que a decisão não haveria, jamais, de ser fortuita. Garantiu que que as emoções eram fortes, mas que não se absteve de pensar detalhadamente sobre cada item implicado naquela decisão. Mas, até aqui eu não desconfiava.

O que eu sabia era que jamais qualquer outra pessoa despertara tamanhas inclinações emocionais em mim. Eu sabia também que uma força, estranha em mim e por mim até então desconhecida, dizia que, se houve uma chance, uma única somente, seria diferente com você, como jamais havia sido antes com ninguém- até hoje, passado mais de um ano daquele momento, ainda me impressiona como essa força se processa em mim, quase não me receonhecendo por vezes, pelo que tenho sido capaz de ser, sem grandes esforços que não valham a pena.

O que eu sabia também era que contemplar você por tantas horas (a tarde anterior e a noite seguinte à ela- o maior tempo que tive para isso) era mais do que eu suporia que tivesse; e, no entanto, eu tive naquelas horas. Contemplar seu olhar, que na miudeza que lhe é próprio, deixa escapar um brilho que só brilha quando me olha. Compartilhar de seu riso, cuja doçura, meiguice e suavidade, traz-me lembranças das mais gosto0sas de ter quando estou na solidão de meu travesseiro. Ter suas mãos a me acariciar, como se dançacem uma valsa suave pelos meus braços e costas.

Tantas sínteses antes do momento aqui lembrado hoje!

Após o beijo eu disse que um beijo mudava tudo. Que as implicações eram muitas, motivando, todas elas, e me impedirem de pedir qualquer coisa mais que sua amizade. Alertei que seríamos reprovados por muitos, em decorrência da falta de enmtendimento destes. Lembrei dos meus impedimentos, que trariam tantas dificuldades ao nosso enlace. Tantos percalços previstos. Tantas contrariedades. Tantos impedimentos inevitáveis. E o afeto, aquele que, a cada dia, mostrou-se mais verdadeiro abençoado, o que tínhamos a favor para o combate- e que redentor foi vencer alguns, e continuar travando alguns deles.

Foi aí que me lembrou do quanto havia raciocinado, considerando tudo o que eu disse, mas sem descartar as emoções minhas que você já conhecia e as suas, que também existiam, mas que acabava de serem mostradas a mim, às claras. Houve o momento de mais um beijo, o segundo, mas não sem antes que me dissesse:

-Eu já tomei a minha decisão! E só não ficarei com você se resolver não me querer.

...

Jamais fui capaz de recusá-la!

 

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Outra novidade: Algumas Palavras (http://algumaspalavras-ivan.blogspot.com)

Escrito por Ivan da Luz às 18:22
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Sexta-feira , 11 de Janeiro de 2008


O BLOG: EXPLICAÇÕES, MOTIVAÇÕES, PORQUÊS, O QUE ESPERAR, ETC.

Ainda não vi melhor definição para a palavra. Antes, eu costumava dizer que a saudade é uma falta ali bem presente. Não que eu tenha discordado agora. Mas a definição que conheci recentemente é melhor: a saudade é quando um momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Só sei, Koly, que nessa divina ópera onde todos os sons emitem a doçura do amor e juntos estão as lembranças e vontades de você, sinto saudade de ver brilharem as estrelas no céu de seus abraços, e sei também, que da saudade de dois lindos olhos, um lindo sorriso, dois ternos e calorosos braços e uma alma cativante de meu coração se faz um mundo inteiro em minhas lembranças...

E, as lembranças, recheadas de momentos valorosos, trarão, em homenagem à você e ao nosso abençoado relacionamento, os textos para este blog.

Desejo que todos os que acessarem aqui possam se enternecer, para crerem que a serenidade, a tranquilidade, a cumplicidade, o respeito e o afeto sinceros podem coexistir num relacionamento, tornando seus participantes felizes!

Esse blog, Koly, é um presente para você. E a partilha, é com todos os outros que aqui vierem!

 

Ps.: o blog deverá receber textos regularmente somente na segunda metade de fevereiro.

Ps.2: pretendo continuar com o Vertentes de Mim (http://ijdlf.zip.net)

Escrito por Ivan da Luz às 18:22
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