REGISTROS DE MOMENTOS NOSSOS


Terça-feira , 02 de Setembro de 2008


MOMENTO RELEMBRADO N° 9 (continuação do Momento nº 1)

Era começo de manhã quando eu a deixei para seguir com o meu segundo compromisso que tinha me levado à São Paulo no dia anterior. Na realidade, eu deveria ter chegado na noite anterior ainda a esse segundo compromisso, se o encanto por você me tivesse deixado ir. Cansado e com sono, pensava nas complicações que nosso relacionamento teria de enfrentar a partir daquele dia se, de fato, aquela ânsia de todo o início perdurasse e se desenvolvesse para afeto mais nobre com o correr dos dias. À tarde, liguei para ela, pois era como se eu tivesse sonhado a noite e madrugada daquele dia que, ainda hoje, de certa maneira não amanheceu; mas não consegui contato (eu estava no Carandiru, bairro vizinho onde ela mora). Fui para casa assim mesmo, esparançoso por nosso próximo encontro, que deveria acontecer uns cinco dias depois, numa sexta-feira.

Não convém aqui explicar as complicações, mas basta que se saiba que eram grandes, adversas e angustiantes. E, por isso, até o dia seguinte, quando eu falaria com ela novamente, segui com meus pensamentos envoltos pela lembrança do momento redentor (que, insisto, está no 1º momento descrito aqui no blog).

Eu não sabia ainda que o medo cessaria porque simplesmente me deu suas mãos, sem jamais querer soltar. Eu ainda não sabia que teria luz dos olhos teus sempre a me oferecer em momentos de escuridão. Eu não sabia ainda que jamais negaria seus aconchegantes braços ou seu calor quando eu sentisse o frio na barriga ante as situações mais adversas que eu vivia. Eu não sabia ainda que você me desataria nós que impediam parte de meu coração existir. Eu não sabia ainda que a eternidade podia ser tão presente, mesmo que por algumas horas de cada vez.

Você, Koly, me deu a mão naquela noite, trazendo a força de teu sentimento a força de teu belíssimo ser. Me mostrou que um sonho não é fantasia quando se quer com sinceridade, respeito e sem vaidades. Eu ainda não sabia para onde iríamos, embora você tenha me chamado a seguirmos na mesma direção; fez questão! Eu ainda não sabia que, na minha busca para ser uma pessoa melhor, você seria uma parte tão bonita desse caminho, uma paisagem consoladora e deslumbrante a trazer calmaria em meus anseios.

Eu ainda não sabia o que era se perder em toques de alguém, quase sem nem perceber quem eu sou nesses momentos. Eu ainda não sabia que eu estava me embrenhando num mar imenso, cintilado, enigmático a me mostrar, devagar, os seus segredos.

Eu tinha acabado de descobrir que um beijo pode tocar a alma pela doçura, ingenuidade de amante e vontade sincera de partilhar um afeto sincero; de leve ou mais sôfrego ainda hoje quando você o faz faz como se fosse a primeira vez depois de muito querer.

Eu ainda não sabia que jamais conseguiri te recusar, que podem existir coisas mais fortes no coração que me impediria de renunciar.

Ah, Koly, quanta coisa eu não sabia. Quanta coisa por se descobrir. Quanto receio de que eu não pudesse te satisfazer em suas aspirações. Quantos sentimentos contidos até a irrefreável explosão. Quanta felicidade eu sentia também neste misto de sensações que me tomavam por aqueles dias.

Não foi fácil dormir à noite. Nem fácil passar a manhã no dia seguinte. E como eu queria sair logo do trabalho, e a tempo ainda de encontrar on-line para saber como você estava... Para saber como tinha sido sua noite e e seu dia anteriores... Para saber se ainda persisita a vontade de me rever no dia combinado para o próximo encontro...

Na mensagem pessoal do msn você havia escrito algo como "Muuuuito feliz!", e qualquer um podia ler. Quis logo saber o que havia acontecido de novidades.

-"Estou muito feliz  e o motivo de tanta felicidade é você, Ivan!"

...

Nada mais seria preciso dizer após aquilo, ao menos até nosso próximo encontro, que veio logo. Tempos depois é que soube, de você, os obstáculos íntimos que teve de vencer para assumir tão belo sentimento. E percebi que naquela afirmação havia também a felicidade de uma vitória de interior. O que se sucedeu depois, nos meses que correram e nos dias que ainda correm foi a confirmação de cada um de meus anseios da forma mais positiva e abençoada... mais do que eu jamais imaginaria. O afeto entre nós, que cresceu, venceu os obstáculos. E, enquanto estou aqui, neste momento, como em tantos outros, eu quero acordar nas madrugadas e, após abrir os olhos, te encontrar ao meu lado, estender os braços, aninhar teu corpo no meu e voltar a dormir. Voltar a sonhar. Somente isso... Somente isso me bastaria.

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Koly, querida... eu sei que a última frase você já conhece. Mas, qual é o problema de eu me plagiar se bem couber na proposta?

Outra coisa, querida. Talvez seja interessante que você escreva, no próximo post alguma coisa alusiva a esse momento, pois que algumas coisas não revelei porque seria mexer em sua intimidade e, para esse item, tem coisas que só cabe a você revelar ou não.

Seria pedir muito que vocês, caros leitores, me prestigiem no meu outro blog?
WWW.ALGUMASPALAVRAS-IVAN.BLOGSPOT.COM. Tem texto novo lá, viu Beatriz?, he he he!

Beijo nos corações de todos.

  

 

 

 

 

Escrito por Ivan da Luz às 20:11
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